quinta-feira, 13 de abril de 2017

O Início da Consumação: Folhas sem Frutos.





“No dia seguinte, quando saíam de Betânia, teve fome. Ao ver, à distância, uma figueira coberta de folhagem, foi ver se acharia algum fruto. Mas nada encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. Dirigindo-se à arvore, disse: “Ninguém jamais coma do teu fruto”. E os seus discípulos ouviram”.

(Ev. Marcos 11.12Bíblia de Jerusalém)

Em seu caminho, além da discussão com os líderes religiosos no dia anterior, ele ainda tem que lidar com uma figueira com folhas, mas sem fruto.

Figueira com folhas é anuncia de frutos.

A figueira em que Jesus foi procurar frutos, tinha folhas, mas não tinha frutos.

Folhas sem frutos...
Fé sem vida...
Religião sem Deus...
Abraço sem toque...
Beijo sem amor...
Carinho sem afeto...
Admiração sem envolvimento...

Folhas sem frutos...
Cristianismo sem Cristo.
Prece sem oração...
Leitura sem devoção...
Culto sem direção...
Folhas sem frutos.
Fome de Cristo...
Fome de Deus...
Fome do mundo.

Quem pode saciar?
Fome, sede...

E nós? Já somos uma fonte a jorrar ou ainda somos uma terra seca?

Temos apenas folhas ou temos frutos também?

terça-feira, 11 de abril de 2017

Início da Consumação: entrada Triunfal.


“E, dizendo tais coisas, Jesus caminhava à frente, subindo para Jerusalém (...) E, como estivesse perto, viu a cidade e chorou sobre ela, dizendo: "Ah! Se neste dia também tu conhecesses a mensagem de paz!   Agora, porém, isso está escondido a teus olhos. Pois dias virão sobre ti, e os teus inimigos te cercarão com trincheiras, te rodearão e te apertarão por todos os lados. Deitarão por terra a ti e a teus filhos no meio de ti, e não deixarão de ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo em que foste visitada!" E, entrando no Templo, começou a expulsar os vendedores, dizendo-lhes: "Está escrito: Minha casa será uma casa de oração. Vós, porém, fizestes dela um covil de ladrões!" E ensinava diariamente no Templo”.


(Ev. Lucas 19.28-47 – Bíblia de Jerusalém)

Há um choro na chegada.

A lágrima sempre é uma palavra anunciada, antes mesmo da palavra dita, verbalizada.

Jesus chora porque a Cidade que ele está prestes a entrar, não reconheceu o dia de sua visitação.

...é a entrada triunfal.

O conceito de triunfo aqui é reformulado: há alguém sentado num jumentinho e este está entrando em uma Cidade que vai gritar, não para que ele se assente em um Trono, mas que seja crucificado.

O Triunfo passa pela Cruz e ele insere no conceito de vitória, as palavras, dor, humilhação, sofrimento e morte.

Alguém já ouviu um conceito de vitória desta magnitude?

A vitória para Jesus, consiste em: tenho que passar pela cruz e sair do outro lado.

...há na Cidade, alguns que vendem – se vendem.

Utilizam a casa do Pai como álibi.
...a casa do Pai é casa de oração.
É a oração;
Orar é estar com o Pai.
Orar é a casa do Pai.

...nós, Templos e moradas do Espírito.

Ele expulsa do Templo, os que vendem – se vendem.

...há os que estão no Templo, mas não são o Templo.

Estar no e ser o – Templo.

Antes de entrar na Cidade, um aperto no coração – na Cidade, a constatação de que o 
aperto era legitimo e sentia algo.

Sentir, mais forte do que ser.

...e o que você sentiria, quando chegasse em tua casa e teus filhos exaltasse os seus feitos, mas ignorasse a sua presença?

Era o primeiro dia, dos dias em que virão para Ele...

...e para nós também.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

O Início da Consumação - Resolutamente.



“Quando se completaram os dias de sua assunção, ele tomou resolutamente o caminho de Jerusalém...”
(Ev. Lucas 9.51 – Bíblia de Jerusalém)

Resolutamente – advérbio – Firmeza, decisão e energia.

...e Ele estava resoluto.

Jesus, estava resoluto!

Decidido, firme e energicamente impulsionado a ir para Jerusalém.

...e tudo começa na mente,

O pensamento aciona os pés, os olhos fixam a direção (...)
Coração acelera um pouco mais.

É a última viagem.

...e quem está preparado ou preparada para o último?
O último abraço.
O último aperto de mãos.
A última palavra.
O último beijo.
...o adeus – tão necessariamente dolorido.

É preciso estar resoluto!
É preciso fazer os cálculos com margem para erros.
...ainda é preciso sentir aquele aperto no coração.

É preciso tomar a decisão...
E ele tomou (...) resolutamente o caminho de Jerusalém.

Será que não deveríamos fazer o mesmo?

Quando?
Quando também estiverem completados os dias.
Dias (... ) Frações de segundos distribuídos em minutos e horas.
A existência não para.
Não há tempo para buscar o que ficou para trás.
Seguir, resolutamente seguir!

“Põe uma sandália nos pés e uma cara no rosto.
...gosto na boca.
Água para beber e por último, põe um sonho – sim! Desses que se dissolvem com o tempo – sonhos duros, inflexíveis, não acordam ninguém.
Acordar e sonhar de novo.
O mundo é um beço.
A cantiga de ninar é a ilusão.
Só o grito é uma realidade”.

Resolutamente!

Tudo começa assim: decisão de ir.
...chegando o dia, ninguém o segura.

Quem pode parar um tornado com a mão?

Há um caminho a seguir e é justamente aquele que começa resolutamente, no coração – a de se alterar planos, mas não muda-los.
...é possível por alguns segundos – feche os olhos – ouvir as pisadas de seus passos indo em direção a Jerusalém.

Em Samaria há rejeição.
Alguns discípulos sem direção, o quiseram seguir – dois passos a frente, começaram a desistir.

Ele segue adiante, resolutamente.

Era o início - um início resoluto!

Para nós, também, não deveria ser?!