terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Ele Habitou Entre Nós





σκηνόω - Armou uma tenda, tabernaculou, habitou.


Silêncio.

A luz da Estrela é sinal que conduz à luz do mundo.
Há Luz para o Mundo!


...e ele modificou o tempo para entrar no tempo.

Despiu-se de suas vestes reais e vestiu-se com as vestes humanas.
Não, não, suas vestes não eram vermelhas.


Tinha as cores dos homens.

Sim! Todas as cores.
Todas as raças.
...línguas.
E nações.


As vestes reais ficaram pelo caminho.

...e no caminho de seu nascimento, presépio.


Na estrebaria animais...

No campo Anjos.
No rosto de Maria, uma lágrima mistura-se com um sorriso.


Um choro.



Deus chegou mais perto.

Tão perto, mas tão perto, como nunca se viu e talvez jamais se verá.


A Luz veio ao mundo.



Os homens amaram o Natal, mas não amaram a sua mensagem.

Ele amou os Homens.


...e o Deus-Menino, tornou-se Homem.

O Teantropos!


Ele pisa na terra.

As flores compreendem.
Os animais percebem.
A natureza faz parte de sua mensagem.
Os anjos o conhecem.
Mas, e os Homens?!


Quem é aquele que fala com tanta autoridade?

Perguntavam alguns.


Quem é Ele?!



Ele é.

...é de ser.
Não precisa vir-a-ser mais nada.


Por Ele veio a vida.

Vida! Mas vida mesmo.


NEle existimos e nos movemos.



A Carta escrita por Deus.

Ele entrega a carta e Ele é a carta Divina.
O verbo...
O Logos.
A Palavra.


Desceu.

Avizinhou-se.
Habitou.


E hoje é feliz o quê?



Natal?!



Não, Hoje é Um Feliz Jesus para você.



Boas Festas?!



Não...



Boas Noticias.



Que Cristo brilhe intensamente em seu coração como brilha no meu.



Amém!




quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Há dois Natais




Já vivi, conscientemente, pelo menos uns trinta e quatro natais, mas a apenas vinte e cinco destes, eu pude realmente pensar a respeito. 
Há, nitidamente, pelo menos dois natais. Um é o Natal do "ídolo de mercado" e o outro, se é que podemos chamá-lo assim, é o "Natal Bíblico".

O Natal dos ídolos de marcado, são formados pela relação reciproca e sociedade do Homem com o Homem. Nessa relação há um interesse mutuo! O comercio fica efervescente! Muita transação, muito dinheiro rolando, muito interesse em dar e receber, em estar junto socialmente falando - é claro, não vamos ser azedo ao ponto de dizer que não há uma lembrança vaga da razão do período, não é? É claro que há, senão, não haveria sentido. No entanto, o que vale mesmo é o período onde o mercado é aquecido (não sejamos hipócritas). A relação com o "ídolo de mercado" é dar e receber. Nesse Natal, o mais importante é o papai Noel, a foto nas redes sociais, a ostentação do melhor vestir, do melhor calçar, do melhor comer. O Natal do "ídolo de mercado" é marcado com o ferro quente da prosperidade e do bem estar. Nesse período se faz muita "caridade", que é uma forma de não se esquecer do menos favorecido, mas também é uma forma de dizer que, apesar de toda a maldade praticada, as vezes, durante o ano, há tempo também para ser "bom". 

Você pode achar a minha colocação um pouco amarga, mas me desculpe, a verdade nunca foi doce a primeira mordida. E, nós sabemos que, a poda na árvore é cruel à vista, mas sem a poda a ceiva não circula bem. Portanto, há coisas para serem ditas que não encontramos a forma certa para dizê-las, apenas procuramos dizê-las da melhor forma. 

O Natal Bíblico é diferente.

No Natal bíblico há uma boa nova de Salvação. No Natal bíblico, Deus chegou mais perto, avizinhou-se, armou uma tenda, se fez morada, veio morar com os homens - assumiu-se humano e doou-se por esse ser humano, por causa de seus desvios e corrupções. No Natal bíblico, Deus abre mão do Filho e concede um presente aos homens. O Natal bíblico pouco é lembrado, mesmo no período de Natal. Ele não traz retorno financeiro e ainda leva os homens à uma profunda reflexão. 

Cristo veio ao mundo para morrer pelos pecadores.

Todo o ajuntamento social e familiar no Natal, é válido! Mas não podemos esquecer o principal assunto: Jesus! Sua vida, ministério, morte e ressurreição.

Há dois Natais (...)
Qual é o Natal que celebramos?

domingo, 12 de maio de 2019

As Rosas Também Falam.




"Assim diz IAHWEH: Em Ramá se ouve uma voz, lamento, choro amargo; Raquel chora seus filhos, ela não quer ser consolada pelos seus filhos, porque eles já não existem" (Jr 31.15).

Ela tinha sonhos: ter filhos.
Queria vê-los crescer, constituir famílias e serem prósperos.
Toda mãe sonha isso.

De repente tudo muda.

Os filhos são arrancados de seus braços de forma abrupta e violenta.
Um exercito estrangeiro invade a Cidade e os mata e a outros, levam cativos.

Seu nome é Raquel e seu sobrenome é: choro amargo, lamentação e dor.

O texto bíblico retrata a invasão do exercito cruel de Nabucodonosor em Judá e o lamento das mães que perderam o contato com seus filhos. Uns, levados como escravos, outros, mortos ao fio da espada.

O nome simbólico dela era Raquel, mas poderia ser Raimunda, Francisca, Severina, Beatriz, Joana, sim, poderia ser qualquer nome.

Neste dia das mães, faço uma homenagem as mães que, assim como Raquel, perderam seus filhos e eles já não existem mais.

Mães que o choro, embora contido, ainda se derrama nos lençóis e travesseiros. Mães que hoje, gostariam de abraçar seus filhos e beijá-los, mas não podem.

Mães que tiveram suas casas invadidas pela violência em forma de drogas, de estupros e morte. 
Quero fazer menção das mães que tiveram a vida invadida por tiranos, traficantes, aliciadores de menores. Mães que perderam suas filhas para a prostituição, para o trafico de mulheres (...) Raquel ainda chora e seu choro é amargo.

Mães cujo filhos estão em penitenciarias, em hospitais (...) mães que nem sabem aonde os filhos andam.

Quero fazer menção de mães que perderam os filhos para o assaltante: filhos e filhas que vinham do trabalho, da escola, da casa da namorada, em fim! Filhos engolidos pelo Tirano Nabucodonosor.

Raquel chora e não quer ser consolada...

É um choro ruidoso, de lágrimas quentes e de peito dolorido.
Lágrimas revoltosas de uma mãe que carregou seu filho ou sua filha por nove meses em seu ventre e um ser cruel, tirou de seus braços.

Sim! Minha homenagem vai para essas mães.

Elas sabem sobre o amor e amar.

Raquel quer seus filhos de volta e elas não os terá.
A Dona Raimunda também.
A Dona Francisca também.

Ana Carolina Oliveira, chora, ela não tem mais em seus braços a doce, Isabella.

Glória Perez ainda chora a perda de Daniela Perez.
Cissa Guimarães ainda chora a morte de seu filho Rafael Mascarenhas.

Ainda existem mais, bem mais que não é possível colocar aqui.
A mãe que mora na favela e perdeu o filho para o crime.
A outra mãe que perdeu a Filha para o marido violento.

Tantas, tantas Raqueis!!!!

Raquel chora e não quer ser consolada.

Que neste dia, Deus, o Senhor que consola, abrace com seu Espírito todas as mães que assim, como Raquel, ainda choram.

Essa é minha mais sincera homenagem.