segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Natal





“...e vejamos o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer” (Evangelho segundo escreveu Lucas 2.15)

E Deus se dá.

Natal é “coisa” que Deus se dá a conhecer.

A Luz é forte e ofusca o olhar – o olhar é frágil ao Sol, mas quando Deus se dá a conhecer, a Luz de sua revelação fortalece o olhar diante da sua Luz.

...e o que torna o olhar forte em sua fragilidade, é aquilo que Deus se dá a conhecer.
No conhecer ao Deus que se dá, não há recebimento (...) há consciência de Ser e estar com (...)

...e assim, Deus vai nos fazendo vê-lo, de frente, pelas costas – coisa que só se ver a luz do mistério da revelação.

Co-naîte Co-nascer/ Ser...

A revelação/desvelamento o tirar o véu, não é ver a Deus – não vemos a Deus – Deus se dá a Conhecer.

Natal...

Deus se fez (...) Deus se faz (...) fazendo/fazer...
...e Deus se aquece no útero de uma mulher.
Calor que não é o fogo do seu Ser (...) é útero que do barro tirou – da costela, criou, pois como disse Rubem Alves: “O corpo não está destinado a elevar-se a espírito (...) é o Espírito que acolhe fazer-se visível no corpo”.

Deus se dá a conhecer! Essa é a boa notícia!!!

...como receber algo de olhos fechados?!

Gregório de Nissa, dizia algo a respeito disso, que é oportuno citar neste momento: “É Deus que lança a flecha do amor, seu Filho monogênico, após ter umedecido as três extremidades da ponta com o Espírito vivificante, a ponta é a fé que não apenas introduz a flecha, mas é também o arqueiro”.

Deus se dá nos olhos abertos da revelação.
...é preciso que Deus se revele para o vermos, no mistério escondido – pelos olhos, diante, o vemos, atrás – as costas.

Natal...

É extrair a beleza das luzes de fora, fechar os olhos, e ver a Luz de dentro.
É deixar calar os cânticos...

Fazer-se canção.

É golpear com a Luz, a escuridão...

...e em um canto do mundo, Deus se despe e fica nu, vestido de Glória, nos Homens e com os homens de boa vontade.

...e o que o Senhor nos deu a conhecer?!

O que há para ser conhecido?!

...somente aquele que se dá a conhecer.

Jesus!

O Deus do Natal, mora na face roseada do Jesus de Nazaré, mas isso, é apenas para aqueles a quem Deus se dá a conhecer e Ele está fazendo isso nesse exato momento. Você o está vendo?!

Comecem as festas!!!
...ele vem saltando pelos montes!

“O essencial é invisível aos olhos” (Antoine de Saint-Exupéry)

Feliz aquele a quem Ele se dá a conhecer!!!

Natal...



terça-feira, 31 de outubro de 2017

Não há Reforma sem Rupturas.









“...não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (Atos 4.20)

A reforma protestante foi um movimento que provocou rupturas e portanto, historicamente falando, é quase impossível haver algum tipo de reforma, sem algum tipo de ruptura.

Em síntese, a reforma protestante foi um movimento que se propôs a reforma a Igreja cristã na idade média quando as suas estruturas doutrinárias estavam em um estado de decomposição. No entanto houveram muitas resistências por parte do clero e os primeiros reformadores não tiveram muito êxito em suas tentativas. Muitos foram executados, acusados de heresia contra a Igreja, observem: eles foram executados por heresias contra a igreja e não contra a Escritura Sagrada. Dentre os reformadores executados, podemos citar John Huss que foi condenado por reagir aos impostos cobrados pela a igreja, por negar a transubstanciação e as indulgencias. Huss foi executado na boêmia, região do império romano Germânico.

Anos depois surgiu no cenário histórico um Monge agostiniano chamado Martinho Lutero que se impôs fortemente contra a deformação do cristianismo patrocinada pela a igreja apostólica católica romana.

Lutero deflagra a reforma a partir de suas convicções pessoais no que dizia respeito as Escrituras Sagradas. Ele vivia em constante conflito consigo mesmo e com Deus, mas seu encontro com a verdade das Escrituras o ajudou a minimizar seus conflitos, porém, eles, historicamente falando, nunca acabaram. Lutero descobre que a salvação não pode vir mediante as obras e a Igreja estava vendendo indulgencias ou seja, perdão. 
Lutero então, nas Escrituras descobre o evangelho que dizia: o justo viverá pela fé, pois é pela fé que se manifesta a justiça de Deus.

Martinho Lutero tenta reformar a igreja com suas teses, mas descobre ao final que isso não pode acontecer sem o confronto e a ruptura.

Essa é uma das principais mensagens da Reforma Protestante: não há reforma sem ruptura.

Jesus dizia: “Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam”. (Mt 9.17).

Qualquer movimento que tente substituir a mentalidade antiga, tradicional e apegada mais a costumes do que ao evangelho, enfrentará sem sombras de dúvidas a resistência de Odres velhos.

Lutero enfrentou isso! No entanto conseguiu com a ajuda de outros, levar adiante o seu projeto de reforma, mas isso, não sem confronto, sem luta e sem rupturas.

A Reforma Protestante completa 500 anos e o que mudou? O que ainda precisa mudar? Qual a relevância essencial da reforma, fora seu aspecto histórico?

A Reforma foi um achado do evangelho que estava guardado nas prateleiras empoeiradas das tradições e costumes da igreja na idade média.

Onde está o Evangelho hoje?

A reforma deixou seu legado e seus principais pilares são: Sola Fide, Sola scriptura, sola cristus, sola gratia e soli deo glória.

A Igreja Cristã Evangélica, sim! Porque se é evangélica, baseia-se no evangelho – a igreja vive esses princípios? Ou ela, novamente se perdeu nos porões das tradições, costumes e atualmente, na industria do entretenimento?

Não há um ambiente para a reforma como houve no tempo de Lutero, mas é visível a necessidade de novamente redescobrir o evangelho da Graça, o Cristo que é o Salvador, a Escritura que não é um manual para sabermos como arrancar algo de Deus, a Fé que não é um interuptor que apertamos e as coisas acontecem e a Glória de Deus que muitos tentam dividir entre os artistas gospels.

A Igreja Reformada, sempre se reformando – lema da reforma.

...e quem desejar promover qualquer reforma, terá que enfrentar o risco de rupturas e não apenas rupturas institucionais, mas intelectuais e sociais.

Quem é apto para isto?




Soli Deo Glória

domingo, 24 de setembro de 2017

Homossexualismo, Cura Gay e Homossexualidade.





Em tempos de festas, já dizia uma antiga machinha, facas amoladas e o pobre patinho não faz mais quáquáquá.

Tenho ouvido e visto muito sobre homossexualismo, homossexualidade e cura gay e as facas voam de um lado para o outro sem que haja uma conclusão para o assunto: oferecer cura para o homossexualismo é tratar o homossexual como um doente ou como quem contém uma doença e os homossexuais a ouvirem tal noticia, se atiçam e colocam-se em pé de guerra para defender a sua causa, gritando a plenos pulmões: HOMOSSEXUALISMO, HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA! E, se levarmos doença ao pé da letra, realmente não é doença. Portanto constitui-se um verdadeiro absurdo identificar o homossexualismo como uma doença e consequentemente é um absurdo mais ainda, oferecer uma cura. Como oferecer cura para aquilo que não é doença?

No entanto, não podemos sair por pelo mundo, vitalizando a ideia de que o “MUNDO É GAY”. Isso também não é verdade. Assim, como também, não podemos admitir que é NORMAL a prática homossexual. Posso dizer que nos últimos anos, há um aumento considerável de homossexuais e práticas homossexuais, claro que isso, tem um patrocínio da mídia, por vias de Novelas, Seriados, Filmes e uma vasta participação em programas televisivos cujo objetivo nítido é a divulgação e propagação da ideia homossexual.

Observe: não há extremos aqui: não é doença, mas também não podemos tratar como algo normal, embora, diga-se novamente, nos últimos dias tem sido bem comum no seio da sociedade.

Diante disso, surge a pergunta: o que é o homossexualismo? O que é a homossexualidade? Porque se toca tanto neste assunto ultimamente? Porque existe uma tentativa tão grande de homossexualizar o mundo? Porque os debates não chegam a um senso? Porque a guerra? O que está em jogo? Porque a mídia em vez de apoiar, não gera um debate equilibrado sobre o assunto? Porque não sentam os Psicólogos, Filósofos, Teólogos e homossexuais e buscam a origem disso tudo? É mais fácil tentar implantar uma ditadura religiosa do que dialoga? É mais fácil implantar uma ditadura homossexual do que sentar e dialogar? É melhor dar a ciência a última palavra do que sentar e dialogar? Porque é melhor a guerra do que a paz? Porque é melhor empunhar espadas do que colocá-las na bainha? Porque o insulto em vez da educação? Porque esse ódio todo de certos líderes cristãos? Porque esse movimento homossexual contra cristãos? Porque nos últimos anos evoluiu tanto o número de morte aos homossexuais? Sim! Porque nos últimos anos se tem assassinado homossexuais como nunca! Porque eles devem morrer? Somos nós que temos que dá a sentença? É a Igreja que tem que sentenciar? É a sociedade que tem que sentenciar?

Não estou defendendo o homossexualismo e nem suas práticas. Mas também não os sentencio a morte, seja física, emocional, psicológica ou social.

O que me proponho? Proponho a busca da origem. Onde tudo começou? A principal causa. Porque não começamos por esse caminho e lhes garanto que quando chegarmos ao final da caminhada, apenas a verdade triunfará.

...e por favor, não me venham com o questionamento filosófico sobre: qual verdade? Pois todos nós saberemos, dentro de cada um, onde a verdade mora.
Que acham de começar a caminhada? O que acham de começarmos pelo diálogo, sincero, respeitoso e amoroso, em busca da origem?

Esse é o caminho de paz...