quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ré-Forma Protestante





 "A Hora de Calar acabou. Agora é hora de falar" (Martinho Lutero).

Acredito que há muita necessidade de falar sobre a Reforma Protestante nos dias atuais, principalmente por que o movimento reformista, foi um movimento de retorno as Escrituras Sagradas.

Na Reforma, Lutero percebeu que a Escritura Sagrada estava sendo usada não como Instrumento de Deus para despertar e anunciar ao povo a Vontade de Deus, mas ela estava sendo instrumentalizada, distorcidamente, para dar resultados favoráveis ao Clero.

Em sintese é isto: A reforma Protestante foi um grito: Só a Graça, Só a Fé, Só a Escritura e Só Cristo.

Minha preocupação, nos dias atuais é que isso, aos poucos, vai desaparecendo. Lutero, deflagrou a Reforma quando no dia 31 de Outubro de 1517, pregou o seu manifesto, contra as práticas dos religiosos e contra a venda de indulgencias (perdão de pecados), na porta do Castelo de Wittenberg e ali deixou a sua marca na história.

Tenho observado o movimento das igrejas neo-pentecostais e até de algumas igrejas pentecostais e também desejo fazer o meu manifesto. Meu grande receio é que quando assisto alguns programas evangélicos, eles aparecem cheios de um ensino "ESTRANHO" às Escrituras Sagradas e o mais chocante é que o povo aplaude e aceita.

Por isso, passo a citar o meu Receio.

1) Receio que a igreja enxergue tanto esses “vendedores de ilusões” e acabem cegando ao ponto de não enxergar a cruz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

2) Receio que a igreja enxergue a eloquência dos “vendedores de ilusões” e acabe cega quanto aos verdadeiros motivos que fazem tais pessoas serem tão eloquentes: o orgulho, a inveja, a vaidade e o desejo ávido de expandi seus territórios de interesses pessoais.

3) Receio que a igreja corra tanto atrás de bens materiais e acabe esquecendo-se do tesouro nos céus onde traça e ferrugem não corroem.

4) Receio que a igreja inverta tanto os seus valores que acabe desprezando a dor de Cristo na Cruz.

5) Receio que a igreja fique mais atenta e ouça mais os gritos dos “vendedores de ilusões” do que a voz suave e mansa do Bispo e Pastor de nossas almas.

6) Receio que a igreja tenha mais fé na confissão positiva do que no Poder da Escritura Sagrada.

7) Receio que a igreja caia na dissimulação dos “vendedores de ilusões” e acabe se rebelando contra Lideres sinceros e contra pastores cujo coração anda pelos caminhos da Bíblia Sagrada e firmam compromisso todos os dias com Deus.

8) Receio que a igreja se comova com o choro dos “vendedores de ilusões” e se esqueça das lágrimas do Jesus de Nazaré a sombra do jardim do Getsemâni.
9) Receio que a igreja mate os profetas de Deus que labutam todos os dias no altar do Senhor e carregue nos braços os pró-fetas que falam apenas aquilo que cabe em seu paladar.

10) Receio que a igreja comece a gritar: crucifiquem! Crucifiquem! Crucifiquem os pastores e libertem os vencedores de ilusões!

11) Receio que a igreja ao ouvir os “vendedores de ilusões” comece a gritar: Isto não é voz de homem, mas de deus!

12) Receio que a igreja se relacione com Deus apenas para instrumentalizá-lo em favor de seus benefícios.

13) Receio que a igreja transforme a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos, em cartão de crédito.

14) Receio que a igreja confunda Sagrado e Profano, Mananciais de águas vivas com Cisternas Rotas, o caminho (Jesus) com o atalho (Blábláblá).

15) Receio que a igreja perca a capacidade de vibrar com o poder da pregação do evangelho e passe a se alegrar com entretenimentos de similaridades mundanas.

16) Receio que a igreja sucumba a teologia da prosperidade e saia desesperada atrás de ganhar o mundo todo e perca a sua própria alma afastando-se assim do evangelho da prosperidade.

17) Receio que a igreja se in-pressione com performances nos púlpitos e se esqueçam de conferir se o discurso é compatível com a verdade da Escritura Sagrada.

18) Receio que a igreja tente reduzir a Deus a um mero serviçal que existe para nos fazer felizes desprezando assim o Senhorio daquEle que é Tudo em todos.

19) Receio que a igreja de Deus se contente com jargões contínuos de frases sem sentidos que prometem vitórias e nem um tipo de relacionamento com Deus.

20) Receio que a igreja opte pela frase: “O Fim justifica os meios” e não pelo o que Deus disse: “Façamos o homem conforme a nossa imagem e semelhança”.

21) Receio que a igreja concorde com os gritos dos “vendedores de ilusões”: “Vocês têm que exigir de Deus seus direitos!”. E acabe esquecendo que em Deus o único direito que temos é o de ter direito nenhum. Tudo que recebemos de Deus é pelo seu amor e por sua Graça Maravilhosa!

22) Receio que a igreja confunda espiritualidade com espiritualismo, trabalho com formulas mágicas, manipulação psicológica com palavra pregada no poder do Espírito Santo.

23) Receio que a igreja esqueça que é membro do corpo de Cristo e passe a frequentar os cultos como quem vai ao supermercado.

24) Receio que a igreja pense tanto na terra dos homens que se esqueça do céu de Cristo.

25) Receio que a igreja torne-se um sal que não salga mais, uma luz que não brilha mais, um ambiente que não acolhe mais e não se comporte mais como a noiva de Jesus.

26) Receio que a igreja se conforme com este século e se in-conforme com a verdade da Escritura Sagrada.

27) Receio que a igreja absolutize a espiritualidade dos montes e relativize a espiritualidade da alma, do coração, da casa, do Templo e da caminhada dia a dia.

28) Receio que a igreja torne-se a sociedade do espetáculo e esqueça da simplicidade que há em Cristo.

29) Receio que a igreja transforme pedras em pães e coma, que caia na tentação de pular do pináculo do templo e se esborrache lá em baixo, que se prostre a Satanás (tudo te darei se prostrado me adorares) e desvie a adoração que apenas Deus é Digno de receber e com isso pereça no deserto.






J.R.S

sábado, 20 de outubro de 2012

A Vida é Uns Deveres...


"...volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti" (Lc 8.38).

"A vida são uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa" (Mário Quintana).


Realmente me surpreendo quando leio textos dos Evangelhos cujas histórias que, constantemente viram estórias, nos passa de uma forma pedagógica e reflexiva, tudo que devemos fazer aqui, nesta vida,enquanto aqui estivermos.

Por exemplos, ele nos falou de nossos deveres quando formos abençoados por Deus e agraciados por seu amor.

O primeiro texto, fala à nós sobre um homem que estava possesso de espirito maligno e Jesus o Libertou. Este homem, depois de ser liberto, pediu à Jesus para ir com ele, mas o Mestre o incubiu de uma outra tarefa: ir aos seus e contar tudo o que Deus havia feito na vida dele.

Nós temos deveres para fazermos em casa:
Com nossos familiares.
Com nossos amigos.
Com aqueles que nos esperam.

Quantos anos aquele homem passou sob a força desses demônios?
Quantos anos aprisionados?
Quanto tempo sem ver amigos e familia?
Quanto tempo?

Jesus o libertou e lhe deu a tarefa de ir anunciar aos seus aquilo que Deus havia feito.

Porque será que as vezes não fazemos o mesmo?

Mário Quintana nos diz que "a vida é uns deveres que trouxemos para fazer em casa".
Aqui, pelo menos momentaneamente falando, é a nossa casa.

Anunciemos entre os nossos, mas também entre aqueles que não são nossos, o que Deus tem feito em nossa vida.

O que Deus tem feito em sua vida?
Compartilhe...
Conte.
Cante!
Divirta-se contando.
Conte em forma de sorrisos!

Afinal de contas, essa é uma boooooooa tarefa.
Por que complicar mais a vida?
Por que torná-la tão pesada?
Por que a vida tem que ser medida?
Por que contar em conta-gotas?

Você acha pouco o que Deus já fez?
Você lembra do que ele já fez?
Você já falou do que ele já fez?

Ou será que você está esperando o milagre maior?
Tem?
...um milagre maior?
O melhor ainda está por vir?

...e Cristo?
E a Cruz?
E a Salvação?
E o fato de agora tu seres parte da família de DEus?
Não conta?
Conta?
Então conta, fala, diz, manifesta, alegra-te na bondade de Deus que não tem fim!

A Vida?
"A vida são uns deveres que a gente trouxe para fazer em casa".

Eu continuo fazendo a minha oração.

Pai Nosso Que Estás nos Céus... 






                                                                                                                                                                                                                                                                                              J.R.S


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Entre Pensar e Sentir


 


"Penso, Logo existo" (Descartes).
    "Sinto, Logo existo" (Kierkegaard).

O Filosofo Descartes afirma a Importância de saber pensar.
O Filosofo Kierkegaard afirma a Importância de saber sentir.

Há uma Importância existencial em unir pensamento e sentimento.
Pensar é refletir.
Sentir é expressar o pensamento refletido.

Pensamos e sentimos.

Descobri algo meio assombroso, porém, esclarecedor por esses dias.
Assisti Jornais, lí revistas, ouvi certas colocações, percebi certas tendências da Mídia, observei tentativas Politicas de Manipulação e olhei algumas programações de Educação Cultural.

Me irritei!
Fiquei perplexo de ver como os valores estão realmente sendo, sutilmente substituidos.
Os valores Cristãos que observamos nos Evangelhos, realmente estão sendo golpeados!
Quer seja na Mídia, em algumas escolas, em musicas e em programas televisivos.

Pensei e senti sensações que não havia sentido antes, pelo menos com tanta força.

Soquei o ar!
Esbravejei!

...passei uma noite toda com dores de cabeça, suportavelmente insurpotável!
Orei.

Conversei com Deus.
Senti.

Algo aconteceu.

Enquanto eu, ao acordar ainda me indignava com os ultimos acontecimentos, uma Voz (...) Aquela Voz in-confundível do Espírito de Meu Senhor, bradou em meu ser, provocando-me com a seguinte questão:

"Estou vendo que você está muito indignado! E estou vendo que você está se transformando no que está sentindo".

Eu, simplesmente travei na hora!

Meu Deus! Pior do que sentir certas sensações é irmos, sem perceber, nos transformando nelas.

Sentir é muito forte.
Sentir é mais forte do que ter.

Pensar é muito forte.
Pensar, provoca-nos.

Cuidado com o que você sente.
Cuidado para não se transformar, dependendo do sentimento, naquilo em que está sentindo.

O Senhor me falou isso e eu fiquei muito feliz.

Continuo a minha oração.

Pai Nosso que Estás nos Céus...







J.R.S